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Wednesday, November 28, 2012

 

Lançamento Mil

A coisa demorou pra engatar, mas engatou. Depois de um longo período sem conseguirmos publicar, estamos agora de volta ao prumo. Pra coroar essa boa nova (que detalho em breve, porque vale contar um pouco como saímos do nosso limbo editorial), lançamos em outubro mais uma Gazzara (dessa vez do grande Marcelo Costa, gêmeo do Magno Costa, ambos desenhistas de marca maior aqui de São Paulo) e a tão esperada (por mim pelo menos) MIL do Eloar Guazzelli. Resolvemos juntar forças com o jovem humorista, escritor e quadrinista Yuri Moraes (que lança sua publicação independente "the Awesome Trash-Sack Child"), a fazer um duplo lançamento, um na Monkix (http://www.monkix.com.br/) e outro mais informal e regado no Empório Sabiá, na Vila Madalena, tudo no mesmo dia. Vou me ater aqui à um breve parecer sobre a importância pra mim de publicar o Guazzelli (sem desmerecer de forma alguma o Marcelo Costa, que fiz e faço questão de dizer que é um dos artistas brasileiros que mais cresce e evolui atualmente). Sempre fui um grande admirador do trabalho do Guazzelli, conheço ele há alguns anos por conta do meu pai, e o conheci com mais intimidade quando participamos os dois da Feira do Livro de POA, ano passado, creio. Quem não o conhece ainda, perde de conhecer um dos caras mais intensos e cultos do nosso meio, com um humor implacável e brutal que está sempre se misturando com a indignação característica dos grandes gênios, que sentem em maior intensidade as cagadas do mundo, sofrem com a Bósnia e com Ruanda, com a Palestina, com gente na rua, com mal-caratismo e mesquinhez, rindo e chorando enquanto fala. É uma experiência encontrar o homem em um dia inspirado, vê-lo palestrar ou viajar em sua companhia. Tenho uma enorme admiração pelo sujeito, que além de um enorme coração onde moram seus dois filhotes e mulher, é uma universidade ambulante. Desculpe se exagero, Guazzelli, mas só peço desculpas a você. Pro resto, não espere menos do trabalho do Guazza. É de chorar. Guazzelli é daqueles casos intrigantes do quadrinho nacional. É um grande entre os grandes, mas não tão conhecido quanto eles. Dedicou e dedica grande parte do seu tempo à animação, mas precisamente aos concepts de personagem e cenário, o look dos filmes animados. Seu portfolio é absurdamente extenso, e inclui um projeto artístico de tirar fôlego no qual ele trabalha há anos onde uma enorme cidade visualizada de cima (meio google maps) é desenhada minuciosamente e montada em folhas que ele expõe raramente (imagino que por conta da dificuldade de achar um espaço tão grande quanto o trabalho). Ele é seguramente um dos autores que mais publica no Brasil, e pelas mais variadas editoras e projetos: adaptações literárias e de poesia, livros autorais, parcerias, ilustração infantil, coletânea de histórias curtas. Bom, deu pra ter uma ideia. A curva profissional é intrigante, visto que seu reconhecimento no Brasil não reflete (ainda) o volume e a grandeza de seu trabalho. Talvez por ter saído de Porto Alegre e reconstruído sua carreira em São Paulo aos poucos, talvez por se dedicar a tantos projetos ao mesmo tempo, talvez por ser pai de dois, fato é que me inspira muito acompanhar a trajetória do cara. Mais ainda ter a honra de publicar uma das mais belas histórias da nossa coletânea de autores. Sua história é simples: a cidade (essa entidade) foi abandonada. Restaram vestígios da presença humana, carros, prédios, trens, ruas, avenidas, hotéis. Tudo contado em cenário, pelo melhor cenarista do país. Ponto. Espero todos lá. Pra mim a coisa toda tem um gosto muito especial, pode ter certeza. Links:http://alemaoguazelli.blogspot.com.br/ http://www.flickr.com/photos/marc-magno/http://yurimoraes.tumblr.com/ Um beijo, Rafa::

Comments:
gostaria de comprar, Velhos Hoteis,como que eu faço?

meu e-mail, ataliba.neto@grupotel.tur.br
 
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