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Thursday, December 04, 2008

 

Intervalo pras Piscinas

Só a título de explicação, essas piscinas são fruto do trãnsito (chega a ser um contrasenso pois esta palavra pressupõe movimento...)caótico de São Paulo. Pois é, por conta dos deveres de pai e das pequenas catástrofes domésticas (sou mais uma vitima da SPEEDY)finalmente cai no moedor de carne. Logo eu que sempre procurei armar minha vida ao redor do metrô, agora neste nojento dezembro dos bancos enfeitados (só falta o natal luz do PCC, a bandidagem toda enfeita a cidade pra delirio da classe média de bermudinhas)e dos amigos secretos da firma, eu cai finalmente no fabuloso mundo do transporte automotivo. E tem sido uma média de tres horas diarias, pelo menos. Mas tudo bem, a companhia da Flora é finíssima, pena que ela dorme a maior parte do percurso. Bom pra ela, ruim pra mim é claro. Angustiado com prazos e deveres resolvi que o para-e-anda (mais para-e-para)serviria pra alimentar esse blog. Explico: passei a levar no carro um bloquinho (que virou mais de um) que a cada espera eu rabisco. E lá pelas tantas, não contente com todas essas dificuldades e apertos pós-modernos e pré apocalípticos eu não sei bem porque resolvi me propor o desafio de fazer um desenho de piscina pra cada dia do ano. Serão 365 se não me engano. Só faltava isso mesmo, acho que finalmente comecei a desfragmentação cerebral a tanto tempo esperada. Mas o mais incrivel é que estou me divertindo. Piscinas são muito boas de desenhar. Sempre tive inveja do David Hockney que tomou posse definitiva do tema há mais de 50 anos. Snif Snif. Viemos no pós-depois, que droga. Mas fica a diversão. Adoro em especial as piscinas modernistas decadentes, desde que li Os Comediantes, livro muito legal do Graham Greene que se passa num hotel abandonado no Haiti do Papa Doc, lá nos sessenta. Tem um morto na piscina, de pulsos cortados, imagem muito boa. Enfim, enquanto estiver atolado nesse mar de carros neuroticos e natalinos vou continuar esta brincadeira. Mas todo esse discurso no fundo é pra dizer que não enlouqueci completamente e também pretendo dar um descanso de tempos em tempos presses pobres desavisados que volta e meia aparecem no blog. Agorea mesmo vou colocar pra seu descanso umas letrinhas que fiz pro livro Monstruário, da Katia Kanton e editado pela Girafinhas em 2007. Gosto muito desse trabalho e acho que serve de refresco pra série das piscinas pouco refrescantes até porque quase sempre tão meio vazias.
Dezembro, se eu fosse deus acabava com o mundo neste mês...

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