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Monday, December 04, 2006

 

E la nave sigue...


Bom, a novela continua.
No último período de vigilia um enfermeiro teve a gentileza de comunicar minha morte, ficando de me passar a seguir dados mais objetivos. Então este desenho apareceu por aqui e finalmente - em meio a este dorme-acorda que virou este blog -
consegui postar esta versão de minha morte. Mesmo atordoado posso ver que este desastre aéreo aconteceu numa esquina ao lado da minha casa. Portanto, se esta versão é verdadeira, acabo de entrar para a mais patética categoria de vítima de acidente aeronáutico: o transeunte terrestre que tem o céu literalmente tombado sobre sua cabeça. Grupo de infelizes que inclui muito mais gente do que imaginamos. Nunca me esqueço de uma história que meu irmão contou sobre um sujeito que ele tinha visto sempre que fazia escala no areoporto de Dakar, uma figura que chamava a atenção pela insólito da sua presença, pois estava posicionado num dos extremos da pista ( à margem é claro )olhando fixamente para os aviões que ali transitavam. Não sei como meu irmão conseguiu a resposta pro enigma, mas ela explicava bem a situação: o homem tinha perdido toda família quando um avião caiu sobre a sua casa.
Então eu acho que ele resolveu erguer um monumento vivo à sua dor, contemplando indefinidamente pousos e decolagens, perguntando para todo sempre o porque da sua tragédia.
Se o que está neste desenho for verdadeiro sou mais uma vítima da eterna sacanagem dos deuses. Mas parece que existem outras versões. Acabo de ver um bilhetinho que diz que eu continuo morrido, porém as coisas foram um pouco diferentes.
Vamos ver então.
Em todo caso, como tudo aqui é meio chato vou aproveitar e publicar um desenho que fiz no verso da minha primeira morte. Gostei da idéia de fazer um mapinha das lutas humanas.

Comments:
Sobre essa coisa da corrupção divina que li por ai em algum dos seus textos, quero sugerir o novo livro do Saramago, Caim, que trata exatamente deste assunto. Divino, diria, não conotação corrupta que o adjetivo sugere.
Aliás, quis rever os desenhos de Bs.As., os da lua-de-mel, e não sei mais onde encontrá-los.
 
Sobre essa coisa da corrupção divina que li por ai em algum dos seus textos, quero sugerir o novo livro do Saramago, Caim, que trata exatamente deste assunto. Divino, diria, não fosse a conotação corrupta que o adjetivo sugere.
Aliás, quis rever os desenhos de Bs.As., os da lua-de-mel, e não sei mais onde encontrá-los.
 
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